Falar de próstata continua cercado de mitos: “PSA alto = câncer”, “biópsia sempre é obrigatória”, “todo homem precisa operar”. Vamos destrinchar isso com clareza.
O PSA é uma proteína produzida pela próstata. Valores alterados podem indicar inflamação, hiperplasia (aumento benigno) ou, em alguns casos, câncer. Mas o PSA sozinho não faz diagnóstico: ele é apenas uma peça no quebra-cabeça.
Perguntas que todo paciente deve levar ao médico:
Quais são meus fatores de risco?
Como interpretar a curva do PSA ao longo do tempo?
Quais exames são realmente necessários?
As recomendações variam por idade, histórico familiar (por exemplo, parentes com câncer de próstata) e origem étnica. Homens com fatores de risco iniciam o rastreamento mais cedo.
A decisão é individual e deve ser feita em conjunto com o médico.
Nem todo aumento exige biópsia imediata. Repetir o exame, avaliar o toque retal, utilizar técnicas de imagem (como ultrassom ou ressonância multiparamétrica) e considerar fatores inflamatórios são passos usuais antes de decidir por biópsia.
Desde vigilância ativa (para tumores de baixo risco) até cirurgia, radioterapia e terapias sistêmicas, a escolha depende do risco do tumor, da idade e das preferências do paciente.
A informação adequada evita tratamentos desnecessários que podem prejudicar a qualidade de vida.
Converse com seu urologista sobre riscos e benefícios do rastreamento. Leve seu histórico familiar e, se tiver dúvidas, peça para revisar o traço do PSA ao longo do tempo (PSA velocity) antes de decisões drásticas.
Dr. Ricardo Inserra
Urologista
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